quinta-feira, 18 de julho de 2019

Porto, cidade invicta

Um passeio pela linda cidade do Porto. Iniciado em Vila Nova de Gaia com vista para a mítica Ribeira, subindo todo o centro histórico, embrenhando-nos em ruas e ruelas, visitando as suas imponentes igrejas, Sé Catedral, Torre dos Clérigos, Estação de São Bento, Rua de Santa Catarina, Avenida dos Aliados e aproveitando as sombras das suas antigas praças regressando pelo tabuleiro superior da Ponte D. Luiz I. Terminando novamente com vista para a Ribeira a beber um copo de vinho do porto e a contemplar a beleza das luzes noturnas.
























segunda-feira, 29 de abril de 2019

Complexo de Lagares de Proença-a-Velha – Núcleo do Azeite

O Complexo de Lagares de Proença-a-Velha – Núcleo do Azeite é um antigo arraial beirão, notável exemplo da síntese arquitetónica e funcional onde se concentravam diversos aspetos relacionados com o trabalho das grandes unidades latifundiárias. Instalado na periferia da aldeia, a sua estrutura é complexa devido à integração de diversas funções e equipamentos. Neste caso, para além do cabanal e das palheiras, incorpora dois lagares de azeite, um com duas prensas de vara e pio de três galgas de tração animal, e outro mecânico, com duas prensas hidráulicas. Tem ainda outros elementos mecânicos como uma prensa de parafuso central com dois enormes blocos de pedra como pesos suplementares e pio de fabrico industrial, mas de tração hidráulica. Uma das palheiras é uma galeria de exposição, com a síntese da problemática do azeite em Portugal; a outra é uma moderna unidade de extração de azeite.













Funcionamento:
De 3ª feira a domingo. Inverno (de outubro a março): das 9,30h às 13h e das 14h às 17,30h. Verão (de abril a setembro): das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra: 2ª feira e feriados nacionais.

Outras atividades:
Visitas guiadas, certames de divulgação de tradições e produtos locais (Festivais do Azeite, dos Enchidos e das Sopas. Workshops e ateliers para o público escolar.

Morada:
Rua da Igreja
6060-069 Proença-a-Velha

Contactos:
Tel: 277 202 900
Fax: 277 202 944
E-mail: ccraiano@sapo.pt, ccraiano@iol.pt

Informação escrita cedida por:

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Furnas. Muito mais que cozido


Ao vislumbrar a vista ainda no avião, não restam dúvidas que vamos aterrar num paraíso à deriva no Atlântico, a Ilha de São Miguel, Açores. E dentro dos infindáveis lugares que esta ilha abriga, há um que por si só já é uma maravilha, as Furnas.
Ainda antes da descida até ao lugar, visitámos o Miradouro do Pico de Ferro, um miradouro que nos daria uma visão total da Lagoa das Furnas não fosse o denso nevoeiro matinal que apenas nos deixou descortinar a maravilhosa vista a espaços. Uma floresta saída de um conto de fadas rodeia todo o local e podemos ficar tempo sem fim a contemplar esta paisagem enquanto a nossa imaginação mergulha no romantismo da literatura clássica.
Depois da descida curva contra curva e de já termos o sol a fazer-nos companhia, a primeira caraterística que não deixa dúvidas onde chegamos às Fumarolas é o cheiro a enxofre que não sendo ao primeiro olfato muito agradável, acaba por nos conquistar e ficar no recanto da memória como companhia de um agradável passeio. Daqui contemplamos a natureza envolvente de outra perspetiva absolutamente arrebatadora e como não poderia deixar de ser, os vapores que brotam do chão e os buracos que a esta altura se encontram tapados com o famoso cozido das furnas a apurar. Cerca de cinco horas que ali ficam até serem recolhidos para fazer as delícias dos visitantes. O crescente número de mirones revela que está na hora da recolha pelos empregados dos restaurantes onde depois pode ser apreciado. Ficamos a admirar a beleza daquele espetáculo que nos abre imediatamente o apetite. Depois lá fomos nós, inevitavelmente, provar tão famoso cozido no restaurante Caldeiras e Vulcões que no nosso ponto de vista (e de paladar), faz jus à fama que tem.
Para ajudar à digestão fomos passear pela vila cheia de encantos. Com a natureza e a floresta verdejante a dominar, os vapores resultado de processos termogeológicos são um ponto de atração em Caldeiras das Furnas, um belo parque com trilhos por entre vapores e com uma água de nascente gaseificada ferrosa que ao segundo golo já é a nossa água preferida. Na vila tivemos ainda a oportunidade de molhar os pés sentados à beira rio e apreciar a forma como tudo está limpo e cuidado, fazendo-nos crer que o que realmente importa aqui são as pessoas e o seu bem-estar. E por falar em pessoas, que exemplo de simpatia, educação e de bem receber que são os micaelenses.
De regresso à lagoa exploramos as suas margens já com um nevoeiro místico a envolver a paisagem. Aqui o tempo para e tudo parece mais bonito. Pouco antes do cair da noite lá fomos nós até mais um ex-líbris da Furnas, a Poça da Dona Beija. Várias piscinas naturais de água bem quente, aquecida apenas pela natureza. Por aqui nos banhamos de piscina em piscina, qual spa abraçado pela natureza envolvente.
Ao despedirmo-nos da vila não poderíamos deixar de comprar o pão lêvedo, tão tradicional iguaria local. E mais tempo tivéssemos nesta acolhedora vila mais visitaríamos como o Parque Terra Nostra e o seu jardim botânico, as Termas e outros miradouros.
Um agradecimento muito especial à Beatriz, ao Filipe e ao Benjamim que foram uns anfitriões espetaculares e nos permitiram ter uma grande experiência nas nossas vidas. 
























Fotos por Bruno Andrade. Texto por Vera Pereira e Bruno Andrade

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