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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Desnovela-me com sentimentos de cores

Deslizam sentimentos pelos teus pés nus
Entre linhas de suaves novelos
Que enlaçam a nossa perdição em cruz
Os nossos caminhos - podemos vê-los

As curvas do teu corpo em ebulição
Cores de beijos escamados de lã
Tecendo beijos em amor e sedução
Falas-me doce pela fresca manhã

Vens em leve seda suavemente
Livre entre as costuras que nos escondem a pele
Desnovelas as linhas da novela ardente
Chamas sedentas que ardem em mel

Poema de António Botelho (http://poesiasdeantoniobotelho.blogspot.pt/)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Videiras, Uvas e Vindimas


As uvas coloram para uma vindima que se avizinha. Dia após dias, bago a bago, o tom rubro apodera-se dos cachos aromáticos. Porém há já videiras que oferecem o seu fruto sumarento e delicioso que faz as regalias da criançada. Videiras livres de químicos, situadas ao redor dos quintais e em latadas, agraciadas com os cuidados sazonais da terra, proporcionam sombras frescas sob as suas largas folhas verdes onde as crianças brincam e soltam os seus risos e voltam para comer mais um cacho.
É Setembro, é tempo das videiras, das uvas, das vindimas e do novo vinho…

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Arranca da Batata


    Agosto, o mês em que se engana o calor pela manhã, em que se agarra a enxada com fé e se arranca o alimento de muitos dias durante o ano. Em Agosto arrancam-se as batatas.

terça-feira, 11 de junho de 2013

É Uma Adega Portuguesa Com Certeza


    A tarde está quente. O abrir da porta solta a frescura da adega, um odor leve a vinho também. Cascas de queijo e couratos de presunto sobre a mesa denunciam que ainda há pouco houve vida aqui dentro. Um copo logo ali ao pé, agarrado pelas mãos firmes de quem trabalha a vinha, recebe o vinho que a torneira da pipa chora. Abre, jorra, fecha. O copo está cheio. Destapa-se o queijo, o cheiro convida à prova e o paladar à bebida. É uma adega à antiga sim senhor, mas o vinho novo merece todas as mordomias da prova que os vinhos mais caros do mundo. Aliás, merece mais porque quem o oferece foi quem trabalhou a vinha, quem vindimou as uvas, quem as pisou. Todos os sentidos são postos à prova quando o copo pousa nos lábios e o líquido banha a boca. É vinho bom, das vinhas das aldeias portuguesas, das adegas do nosso Portugal rural.
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