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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

INFÂNCIA CLANDESTINA

O cruzar de uma infância clandestina
De afeto entardecido e resvalado
Convexo na inocência serpentina
Oculto por um rosto abandonado

Pelas ruelas em que desatina
O sonho de uma infância decorado
O olhar nulo que nunca desafina
Um grito num olhar tão resguardado

O coração nas mãos de uma criança
Ou na ponta dos pés em que saltitam
Amor e atenção não nos facilitam

A aliança de umbigo só vos lança
O instinto de mãe e já nada mais
Os pais ausentes bons serão jamais

Poema de António Botelho: http://poesiasdeantoniobotelho.blogspot.pt/

domingo, 20 de setembro de 2015

Até ao Longínquo...

“Até ao longínquo que os meus olhos alcançam há sombras que se aproximam de mim. E aqueles que eu deixei para trás, que sempre partilharam as minhas horas amargas, sentirei a vossa falta quando partir. (…) E qualquer dia pela névoa do tempo, se me perguntarem se vos conheci, sorrirei, e direi que eram meus amigos.”
(Lágrima – Canção Académica)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Alfama Hoje e Ontem

"Quando era piquena e os navios atracavam cá no Tejo, eu ia para lá dizer: "My father sic, my mother no work, my sister hunger". Eram tempos duros mas as pessoas eram de mais garra."

Sra Ester, Alfama, Lisboa


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rugas de Simpatia

"Há um lugar onde se perpetua o tempo e as pessoas, os costumes e os ofícios. (...) uma sociedade que se sustenta e colhe o fruto do trabalho da própria vida."
in "Portugal Aqui Tão Perto - Um Olhar Rural" pg.9

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mil Histórias de Vida


      Não me deixo de surpreender com os rostos das pessoas. Ao olhar para este retrato dá logo a sensação de uma pessoa familiar e próxima, de quem se gosta. As marcas vincadas, sinais da experiência que o muito tempo de vida deixou de herança denunciam trabalho e uma vida tudo menos fácil. O olhar tão profundo convida a entrar, a perceber, a entender que testemunharam uma vida de histórias que agora tem para nos contar, para nos ensinar, para nos ajudar a ser mais e melhores pessoas. Até o chapéu desgastado pelo tempo é parte de si. E toda a sua expressão no conjunto transmite uma humildade, uma paz, uma ternura que nos impele a querer conhece-lo. Já há algum tempo que não fazia uma imagem como esta, que num retrato me toca a alma e me conta mil histórias.
(Vacaria, Penalva do Castelo)

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